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Produto Interno Bruto do Brasil
2007

FATORES DE CRESCIMENTO
O PIB brasileiro de 2007 cresceu 5,4% em relação ao PIB de 2006. Em números absolutos, o PIB 2007 atingiu R$ 2,559 trilhões contra R$ 2,333 trilhões em 2006. Vários fatores contribuíram para o crescimento:
o consumo familiar com base no ganho real dos assalariados de 3,6%;
a expansão do crédito às famílias de baixa renda e outros financiamentos à classe média em torno de 28,8%; aporte de investimentos com crescimento em torno de 13,4%; aceleração da demanda interna, que compreende o consumo familiar em torno de 6,5% e o consumo de governo, 3,1%.
Tudo isso representa a soma dos bens e serviços nacionais e importados, consumidos juntamente com os utilizados nos investimentos. Os impostos por sua vez, tiveram crescimento de 9,1% na arrecadação sobre produtos industrializados, o que compreende por extensão, o aumento na arrecadação dos Estados brasileiros como o ICMS. Na contramão, o comércio exterior apresentou uma redução entre o que é exportado e o que é importado. As exportações cresceram 6,6%, acima do PIB nacional, mas as importações cresceram assustadoramente em 20,7% - nada interessante para o equilíbrio da Balança Comercial. Bom para o brasileiro que vê sua Renda Percapita subir 4%, chegando ao patamar de
R$ 13.515,00 = US$ 7.950, muito inferior à renda dos residentes nos países mais desenvolvidos.


A Renda Percapita de um país é a divisão do PIB pela sua população. O resultado é a renda de cada residente naquele país.

PRODUÇÃO SETORIAL
O setor agropecuário foi o que mais contribuiu (5,3%), segundo o IBGE. O trigo evoluiu em 62,3%, o algodão herbácio em 33,5%, o milho em grãos 20,9% e a soja em 11,1%. Na contramão, três produtos involuíram em 2007: o café em grãos caiu 16,7%, o feijão em 4,4% e o arroz em casca despencou em 3,7%.

A indústria no geral, cresceu 4,9%, mas a de transformação evoluiu em 5,1%, com destaque para a comercialização de automóveis, alimentos e bebidas, máquinas e equipamentos. A indústria automobilística, segundo a CNI, contribuiu com 1/3, enquanto os outros dois setores representaram 2/3 da produção setorial. Construção civil, gás, eletricidade, água, esgoto e limpeza urbana, cada segmento cresceu 5%. Para a CNI, o consumo das famílias cresceu 8% e os gastos do governo, 9,5% em 2007.

O terceiro setor, o de Serviços, representa um crescimento de 4,7%, segundo o IBGE. Finanças e seguros, 13%, segmento este que representa os financiamentos para consumo. Informação, 8% - segmento que representa gastos com mídia, segurança pública e privada. O segmento comércio cresceu 7,6%, contribuindo com geração de emprego e renda. O conjunto transporte, armazenamento e correio, 4,8%; os serviços imobiliários (compra, venda, administração e alugueres), 3,5%. Outros serviços, 2,3%. Timidamente, os investimentos do governo contribuíram muito pouco: administração, saúde e educação, cresceram apenas 0,9%, cada.

RECONHECIMENTO INTERNACIONAL
Os valores do PIB 2007 informados pelo governo brasileiro, ainda serão motivos de reconhecimento pela comunidade internacional. A OMC (Organização Mundial do Comércio), bem como o FMI (Fundo Monetário Internacional) ainda não têm o PIB de todos os países para se conhecer a real posição do Ranking Mundial da economia em 2007. Estudos da consultoria internacional Austin Rating sobre 39 países emergentes, apontam o Brasil em 35º lugar, acima apenas da Guatemala, México, El Salvador e Haiti. Nos últimos cinco anos, a China lidera o crescimento médio do grupo com 10,6%, Argentina (8,6%), Índia (8,5%), Venezuela (7,8%) e Ucrânia (7,6%), os cinco melhores.
Na verdade, o Brasil não cresceu tanto assim para merecer a euforia do governo brasileiro. Num exemplo claro, enquanto a taxa de investimentos brasileiros em 2007, ficou em torno de 17% do PIB, a chinesa tem se aproximado dos 40% nos últimos anos.
Na prática, a taxa de investimentos depende do governo e da iniciativa privada. O governo precisa arrecadar mais, gastar menos e aplicar o saldo. No gargalo, a má gestão do dinheiro público. Já a iniciativa privada, reluta entre os juros altos e a inadimplência. No gargalo, a visão de lucro nem sempre é compensada pelo risco.

IMPOSTOS PAGOS PELO BRASILEIRO
Em 2007, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, em média, cada brasileiro pagou R$ 4.943,15 de impostos nas três esferas de governo: federal, estadual e municipal. A União arrecadou 14,05% a mais, os Estados mais 10,13% enquanto os Municípios avançaram em 12,87%. A carga tributária atingiu 36,08% do PIB, o que vale dizer, que de cada R$ 100 em compra, R$ 36,08 foram de impostos. Enquanto a renda percapita dos brasileiros cresceu 4% acima da inflação, a mão metida no bolso de cada brasileiro, teve um aumento real de 7,2% com os impostos arrecadados. Nesse caso, a grosso modo, pode-se deduzir que os 4% de aumento real da renda do trabalhador brasileiro, o governo tomou de volta. Em outro exemplo, quem ganhava R$ 100 em 2006 e o gastava com consumo, pagava 35,06% de tributo e ficava com R$ 64,94. Com o aumento de de 4%, o trabalhador passou a perceber R$ 104 e se consumisse todo, pagaria R$ 37,52 de impostos, ficando com R$ 66,48 líquido e aumento na renda de menos de 1%.

Os cálculos são fictícios, para leigo entender alguma coisa de como funciona a economia. Os números absolutos não estão muito longe disso
.
FONTES:
IBGE, IBPT e Jornal do Commércio Recife
ANÁLISE E REDAÇÃO:
 
J. Lira

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