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Maior grupo privado da Índia pediu 60 dias
para confirmar investimentos em Suape. |
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Em
visita à Índia com um grupo de
empresários, o secretário de
Desenvolvimento Econômico e dirigentes da Petrobrás
Química, o
governador Eduardo Campos teve um encontro
considerado positivo pela comitiva
pernambucana. Inicialmente o grupo
visitou a
fábrica de fios e fibras de poliéster em Hazira.
Mais tarde teve um encontro com
o diretor executivo da refinaria Relliance, Nikhil Meswani, na sede
daquela empresa na cidade de Mumbai,
nesta quarta-feira, 12.10.2008. No
encontro ficou demonstrado o interesse
da empresa indiana em participar na
construção do pólo petroquímico de
Pernambuco em andamento no Porto de
Suape. O executivo pediu 60 dias para
confirmar. |
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CONFIRMAÇÃO DO INTERESSE
No encontro, Nikhil Meswani demonstrou que
o assunto já vem sendo tratado no Conselho
de Administração do grupo Relliance, pelo
que disse ao governador Eduardo Campos e
ao diretor da Petrobrás Química, Patrick
Fairon:
"Tenho toda a certeza de que o grupo
Relliance é o parceira certo para este
empreendimento. A nossa ida para Suape
sempre despertou reações positivas no
nosso Conselho de Administração e vou
fazer o que for possível para confirmar o
investimento", disse Nikhil Meswani,
diretor executivo da empresa indiana. |
RELAÇÕES COMERCIAIS
A Petrobrás e a Refinaria Relliance já
mantém relações comerciais e isso
facilita a vinda da empresa indiana para
Suape. A Petrobrás exporta petróleo para
a Relliance e recebe óleo diesel do
grupo indiano. Para o diretor Patrick Fairon,
da Petrobrás Química, o saldo da reunião
é positivo:
"Sentimos a Reliance
totalmente compromissada com o projeto
de Pernambuco e a Petrobrás quer a
empresa indiana como parceria no Pólo
Petroquímico".
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PROJETO PERNAMBUCANO É PARTE DO PAC
FEDERAL
O governador fez questão de lembrar que o
projeto está contido no Programa de
Aceleração do Crescimento e é tido como
prioritário para o País:
"A
construção das unidades de PTA e POY
junto à Refinaria Abreu e Lima é um
projeto estruturador para o Brasil e que
recebe total apoio tributário, financeiro
e de infra-estrutura dos governos federal
e estadual".
E se comprometeu informar ao presidente
Lula e ao presidente Sérgio Gabrielli, da
Petrobrás, o prazo solicitado pelo grupo
indiano. |
DOS INVESTIMENTOS
Segundo o Secretário de Desenvolvimento
Econômico de Pernambuco, Fernando
Bezerra Coelho, que responde pela
Presidência do Porto de Suape,
o terreno destinado à implantação das
unidades já está definido e hoje passa
por obras de terraplenagem:
"A
expectativa é de que sejam investidos
US$ 1 bilhão nas unidades de Suape. A
planta de PTA terá capacidade de
produção de 640 mil toneladas/ano
enquanto a de POY será capaz de gerar
250 mil toneladas/ano".
Enfatiza ainda, que há expectativa de
geração de 2 mil empregos diretos e 5
mil indiretos. |
QUEM É O GRUPO RELLIANCE
A Relliance tem 76 anos de
mercado e é também o maior grupo
empresarial privado
da Índia. Emprega quase 30 mil funcionários
com um lucro anual de US$ 34 bilhões
derivado em boa parte do seu volume de
exportações, que chega a US$ 20 bilhões
em produtos enviados para 108 países.
Atua fortemente no setor petroquímico
com participação considerável nos segmentos
de telecomunicações, financiamentos
bancários, entre outros. No final dos anos
70, começou suas atividades com a área
têxtil, mas hoje sua produção inclui
poliéster, plástico, refinação de petróleo
e exploração e produção de gás. A sua
entrada no Pólo Petroquímico de Suape em
Pernambuco, vai contribuir em muito com
a tecnologia usada em suas indústrias,
principalmente na produção destinada ao
abastecimento do mercado textil da
região e dos pólos de confecções de
Pernambuco e do Nordeste, que os
produtores se vêem obrigados a importar
determinados produtos para atender a
demanda. |