FESTA DE REIS
A tradicional Festa de Reis de Gravatá realizada no segundo domingo de janeiro de cada ano, tem a tradição de promover o encontro das famílias gravataenses residentes fora do município com seus familiares residentes na cidade. São familiares que vêm dos estados do Sul do País, com destaque para São Paulo e Rio de Janeiro em maior número, Brasília, Belém e outros estados em menor fluxo. Uma tradição que vai além de 50 anos e não se tem memória registrada de quando começou.
Dos anos 60, do século XX, as famílias residentes recordam os parques de diversões que tomavam espaços nas Praças da Matriz, Aarão Lins e Dez, além do hoje espaço da feira pública, na Rua João Paulino de Carvalho. A avenida Didier, hoje ponto de concentração dos festejos na cidade, servia de estacionamento dos veículos que vinham da zona rural. O turismo ainda não era explorado pelo município, mas a população das cidades vizinhas como Bezerros, Sairé, Camocim de São Félix, Chã Grande, Amaraji e até Limoeiro, marcava presença. As atrações ficavam por conta da Procissão de Reis às 4h da tarde do domingo, Banda XV de Novembro, bandas musicais da Aeronática, Exército e Marinha. Nos parques, as rodas gigantes eram os maiores atrativos com até 7 equipamentos instalados e grandes filas de espera. Os carrocéis, canoas e ondas (ôndias na linguagem rural), brinquedos mais antigos dos parques, funcionavam oito dias antes e oito dias depois da Festa, sempre bastante movimentados. Banda de pífano, mamolengo e pastoril concentravam público numeroso para aplaudir os espetáculos. No pastoril se degladiavam torcedores e famílias organizadas na compra de bilhetes do azul ou do vermelho em forma de doações, com viradas que o público vibrava. O azul tinha a tradição de sair na frente e o vermelho de virar o jogo. No sobe e desce entre azul e vermelho a noite virava, afinal, na segunda era feriado.
Na versão atual, a segunda-feira, depois do domingo da Festa, continua sendo feriado.
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PROGRAMAÇÃO PARA 2012
Procurando honrar os costumes culturais de Gravatá, o Governo Ozano Brito mantém a tradição e divulga, mesmo com atraso, programação adequada à realidade contemporânea com ausência de alguns atrativos conservadores. O foco é o Parque Chucre Mussa Zarzar onde se apresentarão os atrativos artísticos.
ARTÍSTICA
SÁBADO - 07 de Janeiro
21:30 horas - Banda Metamorfose
22:30 horas - Galeguinhho de Gravatá
00:00 hora - Vando
01:30 horas - Forró dos Firmas
DOMINGO - 08 de Janeiro
21:30 horas - Paulo Taciano
22:30 horas - Expresso Jovem Guarda
00:00 horas - Brasas do Forró
01:30 hora - Amigos Sertanejos
RELIGIOSA
QUINTA-FEIRA - 05 de Janeiro
19:00 - Procissão da Bandeira
com saída de uma residência de família tradicional da cidade em direção à Matriz de Santana, onde será celebrada Missa de Abertura da Festa com um padre da "Freguesia".
SEXTA-FEIRA - 06 DE JANEIRO
19:30 - Missa celebrada por um padre convidado.
SÁBADO - 07 de Janeiro
19:30 horas - Missa celebrada por um padre convidado.
DOMINGO - 08 de Janeiro
09:00 horas - Missa Solene celebrada pelo pe. Joselito
16:00 horas - Procissão das imagens da Padroeira Santana e do seu pai, São José, pelas principais ruas de Gravatá, se encerrando com Missa Campal na Praça da Matriz.
SEGUNDA-FEIRA - 11 de Janeiro
Feriado Municipal Decretado pelo prefeito Ozano Brito, como reza a Lei Orgânica Municipal e a tradição na cidade.
NOTA DA REDAÇÃO:
Não esquecer que nos outros municípios, no Estado e no Brasil o dia é normal. |
Comissão de Festa
Nos três mandatos de Aarãozinho como Prefeito de Gravatá foi adotada a Comissão da Festa de Reis, tendo à frente o prefeito Aarão, o padre e depois Mons. José Elias de Almeida, o Major José Leão Brasil (delegado) e outras autoridades e comerciantes de influência na cidade. A Comissão saia no comércio de Gravatá de porta em porta para pedir doações. Como acontece ainda hoje, havia aqueles que colaboravam com R$ 1.000,00 e outros com R$ 5,00, por exemplo, em valores na moeda atual. Toda a renda era revertida em benefício da festa, despesas com decoração da igreja de Santana, andores para a procissão e outros contenciosos. Aarão foi o prefeito maior incentivador da Festa de Reis em Gravatá com recordes de público a cada ano, que se aproximava do nosso São João nos dias de hoje. Com o aparecimento da televisão o público começou a diminuir e ficar mais exigente de ano para ano. |
Bancos de Bolo, Trânsito e Feira Pública
Como não havia televisão que segurasse as famílias em suas casas, a Festa de Reis era um atrativo marcante. Assim como não havia carros suficientes para engarrafar o trânsito, a feira pública do sábado era transferida da Praça da Matriz e Ten. Cleto Campelo para as ruas adjacentes como Frei Caneca (hoje Lourenço Correia de Melo), Padre Joaquim Cavalcanti, Ten. João Norberto Regalado e Sérgio Loreto. O pequeno número de carros circulando na cidade não atrapalhava o trânsito pelas Ruas Ver. Elias Torres e Manoel Castor da Rosa em vias de ida e volta. À noite, os bancos da feira pública eram alugados para bancos de bolo e comidas típicas em lugar das barraquinhas padronizadas de hoje. Não faltavam as pipoqueiras, algodão doce e bolas de borracha que a garotada soprava e enchia com os pulmões até estourar, além das barraquinhas de jogos, sem o atrativo do bingo. |