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Gravatá, Memórias do Tempo II
Obra de Emanoel Silva

Um turné autêntico pelo passado da cidade

Emanoel Silva
O escultor Emanoel Silva acaba de editar mais uma obra sobre Gravatá do passado. Fotos de prédios públicos antigos e documentos inéditos da História de Gravatá fazem parte do "Memórias do Tempo II". Uma obra que toca os gravataenses da gema e os admiradores da cidade. Essa primeira tiragem chega a 3.000 exemplares e ele já mandou imprimir mais, pois a procura surpreende o editor. Somente para Caruaru, admiradores compraram 20 exemplares de uma tacada só - Emanoel não sabe quem mandou comprar. Sem apoio no comércio e sem qualquer subsidio do Poder Público Municipal que foi contatado, apresentado a obra e não obteve resposta, Emanoel trabalhou com suas próprias mãos encaliçadas pelo uso de ferramentas artesanais, economizou nos gastos familiares e poupou o custo da obra. Trata-se de um documento histórico que registra folha de pagamento de mão de obra para construção da Prefeitura, empréstimo de Joaquim Didier para construir o mercado público e até foto da da morte do Ten. Cleto Campelo e sua real história.
O PESQUISADOR O PROFISSIONAL
Emanoel Silva faz questão de frizar em sua obra de que não é escritor. Como bom gravataense procura pesquisar a verdadeira história de Gravatá, para que não morra com o passar do tempo. Enaltece os gravataenses natos e adotados já esquecidos que muito trabalharam para o engrandecimento do que hoje é Gravatá. Fala do progresso sem rumo e sem futuro na esperança de despertar, especialmente nos jovens, um interesse maior pelo nosso passado e pela nossa história. Tem a participação do historiador Alberto Frederico com duras críticas às reformas de prédios e monumentos públicos destruídos pelos governantes que vêm de fora sem qualquer identidade com Gravatá. Na política, Emanoel desenterra um modelo político que vem da Era dos primeiros governantes e continua em plena existência: um mesquinho jogo de aldeia onde não cabe o patriotismo, o bom senso, nenhuma sinceridadade. O "disse me disse", é o café político da manhã; O "ouvi dizer", o almoço; O "me contaram", o jantar apetitoso. É a segunda obra desse gênero que Emanoel escreve.
Emanoel Silva é gravataense de uma família de artistas. O pai Nestor do violão, tocava e cantava nas noitadas de serestas e programas de rádio da capital ao interior. Os irmãos, Wirandé é cantor recatado; Carlinhos Pintor é artista plástico e desenhista publicitário. Dois sobrinhos e um filho enveredaram pela arte plástica por espontânea vontade, por estar no sangue que lhes corre nas veias.
Emanoel foi militar da PM/PE saindo a pedido. Ingressou na Prefeitura de Gravatá onde passou por diversos setores. Foi responsável pela Junta Militar da Prefeitura, pelo Arquivo Municipal e pelo Transporte da Secretaria de Obras, responsável pelo abastecimento dos veículos, que lhe custaram muitas horas de sono para manter as Planilhas em dia junto à Fiscalização do Tribunal de Contas do Estado com eficiência e devidas aprovações. Aposentou-se depois de quatro anos de luta graças a boa vontade de uma funcionária do INSS em Brasília que desengavetou seu pedido de aposentadoria.
           
           
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