As
recentes chuvas que caíram em
nossa cidade têm preocupado
algumas
pessoas. A preocupação de alguns
não
está relacionada aos transtornos
comuns às chuvas, mas ao normal
abastecimento de água nas nossas
residências, conseqüência das
precipitações pluviais. Isso
mesmo,
caro leitor. A normalização do
abastecimento de água, longe de
tranqüilizar a vida de alguns,
transformou-se num tormento.
A um ano e dois
meses das eleições
de 2000, políticos tarimbados e
até
pré-candidatos já descobriram
que
com a grande estiagem como a que
Gravatá está passando, a água
é o
grande filão das próximas
eleições.
Se o Governo
não atende à
demanda, eles entram em ação
para
garantir a água para a
população
jurando que o intuito é só
ajudar. Mas
nunca esquecem de deixar claro que
são os autores da "boa
ação", para que
ninguém duvide da autoria de quem
está garantindo o precioso
líquido.
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Não
é de hoje que se aborda a
indústria da seca, onde os
políticos
"donos da água" comandam
o destino
da mesma. Este tema polêmico só
não
parecia tão distante da nossa
realidade
porque, afinal de contas, Gravatá
está
localizada na região Nordeste. Moro
há
vinte anos nesta cidade e já vi
obras,
promessas e projetos transformados
em voto mas, água se transformar em
moeda forte em Gravatá, para mim é
novidade.
No entanto, seja
quem for que
resolva a situação de colapso que
vivemos será bem-vindo, mas cuidado
com os políticos de uma só obra
pois o
nosso município precisa de muito
mais,
se bem que, do jeito que Gravatá se
encontra, quem realizar uma única
obra passará a ser herói.
Matéria publicada no jornal A
Gazeta
do Agreste - Ed. Agosto/1999.
(Adriana
Mendes é gravataense, professora de inglês
pós-graduada, do Corpo
Docente da FAINTVISA - Vitória de
Santo Antão- PE)
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