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GRAVATÁ - Carnaval 2007 |
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Zé
Pereira de Gravatá completa 100
edições e 99 anos
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Há
99 anos o Bloco Zé Pereira desfila no
sábado de carnaval, rememorando o
sábado de Zé Pereira introduzido
no carnaval brasileiro pelos portugueses
por
volta de 1846-1852. Foram 99
personalidades da sociedade gravataense,
incluindo o deste ano, 2007. Este
site procura o nome de todos os Zés de
1908
(ano de fundação do Bloco
gravataense), a 2006. Quem souber de algum nome,
agradecemos as informações pelo nosso contato
lirex@gtanet.com.br.
Em 2008
Zé Pereira de Gravatá comemora
o centenário e promete muita animação.
Em virtude do grande número de
internautas que visitam esta página
buscando a
história e a música do Zé Pereira, acrescemos ao fundo a versão da música
cantada em Pernambuco. Conheça um pouco do Zé. |
Carnaval de 1846
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Desfile
do Zé Pereira 2007 |
Pesquisas de especialistas contam
que
a tradição de Zé Pereira data do
ano
1846, no Rio de Janeiro, fato
escrito no
Dicionário Folclore para
Estudantes, do
pernambucano Mário
Souto Maior, que
o jornalista carioca Almirante descreve
o ano de 1852, ambos, enriquecendo o
trabalho do escritor Vieira Fazenda que
registra o surgimento
de Zé Pereira, como uma alusão
portuguesa,
presente aos grandes eventos
realizados em Portugal, como se
fosse o
"Deus das festas lusas",
mas
não precisa o ano. Segundo
Fazenda, primeiro escritor a falar sobre
Zé Pereira, o português José Nogueira
de Azevedo Paredes, um sapateiro
de origem portuguesa radicado no Rio
de
Janeiro (pertencente à raia miúda),
em conversa
com seus patrícios, deu a idéia de
introduzir o personagem do tradicional
Zé Pereira português no
carnaval
carioca, para combater o
Entrudo (um
tipo de carnaval violento
praticado com banhos de
água e
outros ingredientes
desagradáveis,
mela-mela e suas maldades
nos
transeuntes, sempre combatidas pelas
autoridades brasileiras da colonização
até a monarquia e ainda hoje,
praticado pelos pernambucanos).
O Entrudo, base do carnaval que se
pratica em vários países na
atualidade,
tem origem e época desconhecidas
que se estendem há dez mil anos
antes
de Cristo. Gregos, egípcios e
outras civilizações antigas viam no
Entrudo a oportunidade de escravos,
pobres e excluídos da época
comemorarem livremente em forma
de desagravo
ou desabafo. Ainda hoje,
é a única festança popular que
pobres
e ricos brincam juntos. |

Concentração
no Pátio da Estação
Um bom
público marcou presença na
concentração do Zé Pereira, que
este
ano ganhou reforço de um trio
elétrico
arrastando foliões até a Praça da
Matriz. Fazia anos que o quase
centenário bloco não recebia um
público numeroso.
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Público
frente ao Gregos & Troianos
O
público superlotou o Pátio da Estação,
a Rua
João Pessoa e o cais da Avenida
Didier,
pacientemente até a comitiva de Zé
Pereira sair
em direção à Praça da Matriz.
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Contradição
Segundo Souto Maior,
na noite de
segunda-feira do carnaval de 1846,
José Nogueira (o sapateiro)
reuniu os
patrícios, amigos e a
vizinhança da
Rua São José, onde
morava e
trabalhava, se apoderou de um
bombo
e outros instrumentos de percussão
emprestados, desfilando pela ruas
cariocas arrastando seguidores. Era o
diferencial do carnaval da época que
ganhou notoriedade. Nos anos
seguintes vários foram os imitadores,
mas nenhum grupo
conseguiu ser
superior a Zé Pereira. O
autor não
explica a base da informação nem
porque o Zé Pereira se
consagrou no
sábado de carnaval. Nesse
ponto, a
afirmação do jornalista e
escritor
Almirante merece mais credibilidade.
Para Almirante o ano de Zé Pereira é
de 1852. |
Praça da Matriz

Chegada
da comitiva do Zé Pereira
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Na
Praça da Matriz o público aguardava
a chegada do Zé Pereira, para
presenciar o tradicional ritual de
entrega das chaves da cidade que foi
entregue pelo Vice-Prefeito Danilo
Melo, para o Zé comandar os três
dias
de carnaval. |
Zé
Pereira de Gravatá - 1908
Discussões
à parte, o importante foi
que Zé Pereira influenciou a
versão do
carnaval brasileiro que hoje se
brinca.
Em Gravatá, no ano de 1908, um
grupo de homens da sociedade
gravataense fundou o Bloco Zé
Pereira
com uma versão pernambucanizada,
tradição que se mantém há 99
anos. A
versão do Zé Pereira
pernambucano
acresce a figura do Juvenal que
não é
citado pelos historiadores cariocas.
O Zé Pereira de Gravatá
inclui a
figura do Juvenal, amigo do Zé.
Mas
sem o bombo e sem a tradicional
marchinha que dão o ritmo na versão
carioca:
"E viva o Zé Pereira,
Pois que a ninguém faz mal,
Viva a pagodeira dos dias de
carnaval"
A letra é brasileira, a música,
francesa.
A versão pernambucana gravada por
artistas que até o momento não
conseguimos identificar, tem a letra
modificada e adequada ao ritmo do
frevo, como se ouve ao fundo:
"Viva o Zé Pereira,
Que a ninguém faz mal,
Viva a bebedeira nos dias de
carnaval"
(Bis)
Viva o Zé Pereira,
Que a ninguém faz mal,
Viva a bebedeira,
Tudo é carnaval"
A
versão gravataense
Contava
Luiz Eugênio Lopes, um dos
mais antigos membros do Zé Pereira
(falecido no ano passado - 2006),
que
Zé Pereira e Juvenal saíram de
Portugal para passar o carnaval no
Recife desembarcando no Porto no
sábado de carnaval. Ao chegarem no
centro da cidade diante da multidão
que brincava, se perderam um do
outro. Em pleno sábado de Carnaval,
Zé Pereira
saiu gritando no meio dos
foliões, a
cada mascarado que
encontrava ele indagava: Juvenal!
Juvenal!
Cadê o Juvenal? Até hoje Zé
Pereira
chama o Juvenal.
E tome carnaval.
A brincadeira para descobrir quem é
o
Zé Pereira do ano, começa com o
desafio de um membro do grupo
comandando a pergunta ao público,
quem é o Zé Pereira? As mulheres
são
mais audaciosas citando nomes da
sociedade de Gravatá. Pela
tradição,
deve ser alguém da sociedade
gravataense bastante conhecido na
cidade, disfarçado até na voz.
Quem
acertar ganha prêmios. Tudo é
definido na casa de um membro,
patrocinador, padrinho ou madrinha do
grupo. Reunidos, eles saem sem que
ninguém saiba quem é o Zé Pereira do
ano.
Os custos de fantasia são
bancados pessoalmente por cada
participante, limitado a vinte e cinco
membros. Os colaboradores bancam
os comes-e-bebes, ônibus para
transporte e músicos. |
Homenagem
a Zé Dutra

Leitura
da Placa de Homenagem
Prequé
foi escolhido pelo grupo para
prestar homenagem ao mais antigo
folião do Zé Pereira de Gravatá
com
vida: Zé Dutra, às suas costas. De
barba branca, o Zé Pereira do ano ao
lado
de Pudim. Quem será?
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Zé Pereira 2007

Quem será o Zé Pereira de barba branca?
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Participação
Popular (2007)
Depois
de comandar a pergunta,
Pudim, encarregado da missão, ouviu
opiniões da vários homens e
mulheres.
A resposta "não" foi
ouvida por mais
de uma dezena de audaciosos. Homens
e mulheres se alternavam nas
respostas, até que neste ano, um
homem foi o vencedor. Ele acertou
Gilberto Silva, do escritório
contábil
que leva seu nome. Pudim tentou
enrolar mas já era. Gilberto
aparece
no meio da foto, acima, de barba
branca, fortemente caracterizado.
Abaixo, sem os disfarces e sem
cobertura. A descoberta este ano foi
difícil.
O grupo de foliões
Pelos
estatutos que tem diretoria
formalizada e registro em cartório, o
grupo é limitado a 25 membros. Nem
todos desfilam no sábado de Zé Pereira
e essa democracia confunde, tanto os
candidatos a prêmios, como aos
próprios participantes para identificar o
Zé Pereira do ano. Tanto que no trajeto
entre a casa onde se reúnem até o Pátio
da Estação, dentro do ônibus que os
transportam, os membros cutucam o
mascarado diferenciado para ver se ele
se descuida na voz e eles descobrem
quem é. A brincadeira às vezes excede
à "dedadas" a ponto da diretoria querer
modificar o estatuto para evitar os
excessos. |
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Gilberto
Silva, sem cobertura, o Zé Pereira 2007 |
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