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ICG
- Instituto Cultural Gravataense
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Lançamento dos CD e Livro dos Artistas de Gravatá
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O lançamento do CD com os artistas que se apresentaram na República das Artes e do Livro
com 80 escritores gravataenses, foram lançados ao público nesta quinta-feira, 28 de dezembro, às 20:00h no Espaço Cultural Dr. Tomé de Souza, do Restaurante Tournée, na Rua XV de Novembro. Todos os artistas e amigos foram convidados, mas nem todos compareceram. |
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República
das Artes
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O
Instituto Cultural Gravataense promoveu
o maior evento cultural da cidade
depois de
27 anos de fundação. Mais de 200
artistas
envolvidos na mega programação
apresentaram suas habilidades
artísticas,
entre os dias 15 de novembro e 17 de
dezembro, todas as semanas de quinta a
domingo em 32 dias de atividades.
Cantores, músicos, dançarinos,
atores,
poetas, escritores, artesãos,
artistas plásticos,
violeiros, cinema e até arco e flexa em
programação interativa e eclética, com
atrações para
todos os gostos. Palcos, som e
equipamentos de cinema e vídeo foram
montados no local.
E ainda haverá lançamentos de livros, CDs e
DVDs antes de findar 2006.
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O movimento abriu espaços para os segmentos música,
teatro, cinema, vídeo, dança clássica e
contemporânea, violeiros, capoeira, poesia, conto,
artes plásticas, escultura, artesanato, livros, CDs
e DVDs. Entre os artistas que se apresentaram,
o Grupo Orquestra Sanfônica de Gravatá, Prá Sempre Jovem Guarda, a dupla Estrelas do Forró, Os Quatro do Forró, o Grupo MPB4
com Norma Torres, Léo do Acordeon, Paulo Tarciano, Jarbas Travassos, Valdir Lira, Marcos de Lima, Wirandé, Simone Melo, Marcos & Mycon, Quarteto
Vinil, Barbosa, Giba, David França, Joãozinho do Acordeon, os repentistas Daniel Olímpio e Severino Soares, Coral da AABB, GRAVATART, Luiz Martins e grupo TAG com seu mamulengo, Paulo Assis com seu grupo de Teatro, além de outras
atrações de acordo com a agenda de cada artista.
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O
retorno do Instituto
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No ano
de 1979, um grupo de jovens artistas
gravataenses se reuniu sob a liderança de
Vilma Monteiro, para fundar o Instituto
Cultural Gravataense - ICG. Norma
Torres
(cantora), João Gabu,
Cleuton Azevedo,
Maninho e Maciel Belarmino
(artistas
plásticos), Luiz Martins (teatrólogo), Josias
Teles (poeta), José Lamartine (escritor), José
Barbosa e Ênio Barbosa (músicos) e outros
nomes do acervo cultural de Gravatá,
tinham por ideal revolucionar a cultura
gravataense através da arte e da poesia.
Editaram livros de poesia,
encenaram peças
teatrais; expuseram
telas, esculturas e
gravuras; promoveram
concursos de poesia,
recitais e serestas e
até incursões no exterior:
Estados Unidos da América, Itália e França.
Com
o passar dos anos, o grupo foi se
dispersando, mas Vilma Monteiro nunca
deixou de promover a cultura dos
gravataenses, principalmente no exterior.
Cleuton Azevedo, por exemplo, teve suas
telas expostas nos EUA em diversos museus
e bibliotecas, chegando a comercializar
algumas peças.
Na sua empolgação, Vilma faz
questão de
mostrar a cobertura do seu
restaurante, um
presente ganho de um dos
seus artistas
promovidos no exterior.
Cidadã norte-
americana e cidadã italiana
com passaporte
válido para todos os estados do continente
europeu, foram conquistas com dedicação
às artes e negociações realizadas entre
brasileiros
e estrangeiros, sempre com um pé
fincado
em Gravatá e outro no resto do
mundo. Ao
seu lado o marido mineiro Paulo
de
Carvalho que lhe apóia e acredita nos
empreendimentos. |
No dia 5 de
outubro de 2006, Vilma surpreende outra
vez e reativa o movimento cultural,
oficializa o ICG com atualização do
Estatuto, eleição de Diretoria e
Registro em Cartório. Quase cem artistas
se reuniram e aprovaram em Ata a nova
versão do Instituto. Nas reuniões
temáticas sob coordenação de Luiz
Martins (teatrólogo), Maciel Belarmino
(artista plástico), Ênio Barbosa
(músico), Adelson Pereira (maestro) e
Wagner Medeiros (artista plástico), são
abordados temas de interesse de cada
segmento cultural. A diversificação de
artistas enriquece o acervo cultural de
Gravatá, com surgimento de novos artistas
e o ressurgimento de antigos, entre estes,
a atriz intérprete dos textos de Osires
Caldas, Madalena Medeiros, que fez
história no Teatro e na Rádio Educadora
de Gravatá, dirigida pelo maior expoente
do teatro gravataense. Mais de duzentos
artistas já fazem parte do novo ICG, o
que fez a diretoria, sob coordenação de
Paulo Carvalho, alterar o convite para a
República das Artes, que já estava
pronto para ser impresso.
Segundo Vilma, os associados ao ICG não
pagarão um centavo. Tudo o que ela quer é
o trabalho de cada artista. Junto com o
marido Paulo, bancaram os
investimentos com palco, divulgação e
outras necessidades do evento. Aos
artistas, custará apenas apresentar
seus trabalhos no melhor que eles possam
fazer.
Segunda Wilma, sua maior dificuldade foi fechar a grade de eventos pelos
compromissos de cada artista envolvido. As
reuniões continuam todas as semanas no Restaurante Tournée, na XV de Novembro.
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Abertura
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A programação de abertura no dia 15
de novembro começou com o café da
manhã, às 08:00 horas em
comemoração aos 112 anos da
Banda 15 de Novembro. Segundo
Vilma Monteiro, com apoio Polícia
Militar no trajeto da Banda entre sua
sede, na Praça Aarão Lins e o
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restaurante Tournèe, na Rua XV de
Novembro, mesmo com chuva no final,
foi um sucesso. À noite, a partir das
20:00 horas, músicos e cantores
fizeram apresentações sem hora para
acabar. Convidados de vários lugares
estiveram presentes sob a mira da
Imprensa.
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Apresentações na Praça
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A idéia de apresentar algumas
atrações na Praça Rodolfo de Moraes
foi acatada pelo grupo de artistas
presentes em reunião do dia, 23/11,
durante as apresentações de "Os
Quatro do Forró e David França". O
assuntou empolgou os presentes.
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Algumas variantes implicadoras, como
som, palco, iluminação e Prefeitura,
foram debatidas mas nada ficou
definido. O assunto voltou à baila na
reunião da terça-feira, 28/11, se
concluindo que a idéia não poderia ser
posta em prática.
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Melou
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Caminhada cultural
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Não colou a idéia de apresentações
na Praça Rodolfo de Moraes. Ao ser
consultado, o prefeito Joaquim Neto
não foi contra mas queria dar uns
puxões de orelha em alguns artistas
que andaram falando mal de sua
administração, isso porque, alguns
trabalharam nos eventos deste ano
e não receberam ainda. Como a
decisão é do grupo de artistas do
ICG, ninguém aprovou ouvir o
prefeito JN.
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Diante da impossibilidade de se
apresentarem em praça pública, em
decisão na reunião do dia 28/11, ficou
acertado que no dia 30/11, sábado,
logo após a última atração no Espaço
Cultural Dr. Tomé, todos os presentes
sairiam de Trenzinho em passeio
cultural de até o centro da cidade, em
clima de ordem e disciplina. O passeio
acabou na residência de Madalena
Medeiros pelas 2:00 horas da
madrugada do domingo.
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Último dia
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Saldo positivo
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Depois de 32 dias de movimentação a
República da Arte fechou o evento com
chave de ouro. A partir das 05:00 da
tarde, 17/12, começou o fuzuê
destinada à criançada. Palhaços, peças
teatrais, mamulengo, dança e música
emendaram as atrações que se
estenderam até zero hora.
Pelo teatro, o Grupo Gravatart sob
comando de Paulo Assis, Teatro de
mamulengo sob direção de Luiz
Martins, Grupo de Teatro do GAMR sob
organização do Dr. Edson e
professores especialistas encantaram a
criançada e adultos presentes, com
algumas revelações artísticas que não
se conhecia na cidade.
Pela música, se apresentaram a
Orquestra Sanfônica de Gravatá,
Simone Melo, Quarteto Vinil, Quinteto
Triunfal (um show de metais), além
da
dupla Norma Torres e Jarbas
Travassos com músicas e
interpretações irretocáveis sob
coordenação do maestro Barbosa.
A dupla Marcos & Maycon encerrou a
programação.
Nas artes plásticas, o
quadro que mais atraiu admiradores -
um criança nativa com olhar desviado
para uma abelha voando -, de Priscila
Rocha, 12 anos, lembrava a cultura
indígena, foi vendido para um
especialista, Pepe Cal, que mesmo em
final de governo goza de grande
prestígio no meio cultural do Estado e
prometeu dar uma força para os
próximos eventos.
O acervo cultural de Gravatá é digno
de melhor atenção de todos.
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Encerrado o evento, fez-se um
levantamento do movimento cultural se
concluindo com um balanço positivo.
Em cinco semanas, aproximadamente
200 artistas se apresentaram, entre
cantores e cantoras, músicos, atores e
atrizes, artistas plásticos, escultores,
escritores, poetas e poetisas,
dançarinos e dançarinas. Com um
média de público diária de 100
pessoas, mais de 2000 visitantes
compareceram ao evento no período.
Nomes de peso como Pepe Cal, Luiz
Prequé, vers. Regis da Banca, João
Paulo e Neto da Banca, comandante da
PM em Gravatá e os internacionais
gravataenses, maestro Adelson Pereira
e o músico-cantor Giba, que fazem
sucesso no exterior, além de Severino
Biu do teatro de Caruaru que deu um
show à parte no palco, para deleite da
platéia.
Alguns artistas já garantiram contrato
depois das apresentações enquanto
nas artes plásticas, vários quadros
foram vendidos. Destaques para a
novata de 12 anos, Priscila Rocha (a
maior revelação da exposição), além
de outra revelação de bom gosto
artístico, Rosália Medeiros, ao lado do
veterano Cleuton Azevedo, com
quadros belíssimos.
Nos próximos dias, haverá lançamento
do Livro de Poesias de vários autores e
CDs de vários cantores que se
apresentaram no evento, que deverá
acontecer no dia 28 de dezembro.
Para o pessoal da imprensa, os artistas
deveriam ser aproveitados pela
Prefeitura neste final de ano com uma
programação que atendesse do Natal à
Festa de Reis. O problema é que falta
visão tanto do Poder Público quanto
dos empresários de Gravatá.
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