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Barraqueiros desocupam calçadas sem reclamar

 Os barraqueiros intimados para retirar
 suas barracas até o dia 22.12.2006,
 iniciaram a retirada no último dia do
 ultimato sem criar problemas para a
 administração municipal de Gravatá.
 Os que não se mobilizaram, retirando
 apenas mercadorias e instalações, já
 no dia seguinte uma máquina patrol se
 encarregou de derrubar as barracas e
 transformá-las em entulhos, sem
 qualquer reação dos informais. A
 última a sair, foi uma banca de
 revistas que esperava um desfecho
 que lhe fosse favorável, mas isso não
 aconteceu.
 Sem lugar certo para se reinstalarem,
 parte dos barraqueiros conseguiu
 alugar um ponto nas ruas adjacentes
 do centro comercial, enquanto outra
 parte levou tudo para suas casas. Os
 empresários se sentiram vitoriosos e o
 prefeito Joaquim Neto fortalecido. A
 população aprovou a liberação das
 calçadas ao passeio público,
 motoristas, motoqueiros e bicicleteiros
 agradecem a liberação das ruas, já
 que os pedestres circulando por elas
 em função das calçadas ocupadas
 representavam riscos de acidentes.
 Veja mais detalhes abaixo.


Barraqueiros de Gravatá recebem ultimato

 Os barraqueiros do centro da cidade de Gravatá receberam Notificação da
 Prefeitura com ultimato para retirarem suas barracas das calçadas das
 principais ruas até o dia 22 de dezembro de 2006. O instrumento vem datado
 do dia 15.12.2006 com prazo de sete dias, que se encerra às 24:00 horas do
 dia 22, oriundo da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Infra-Estrutura,
 assinado pelo Secretário da Pasta, Ricardo Sergio Cardim.

  Sem lugar para recolocação 
 
Dezenas de barraqueiros receberam
 do prefeito Joaquim Neto, a promessa
 de que seriam recolocados em lugar
 determinado pela Prefeitura e
 acreditaram. São pais de família que
 sustentam suas casas com o
 movimento que fazem diariamente em
 suas barracas, a maioria, há vários
 anos. São barracas de lanche, balas e
 bombons, cigarros, sorvete, bebidas e
 até uma banca de jornais e revistas.
 Segundo o proprietário da banca de
 revistas, Davi, ele está no local há 26
 anos e não tem para onde ir. Na
 situação de Davi, estão outros
 pequenos comerciantes que
 acreditaram no Prefeito que não
 cumpriu sua promessa. A ordem é sair
 e quem ficar, está sujeito a ver sua
 barraca retirada pela força do Poder
 Público, como consta no ultimato. 
 A situação é desagradável.

 Revitalização do Centro
 
A idéia de revitalizar o centro da
 cidade é antiga. Começou com Chucre
 Zarzar quando tentou mudar a
 Feira-Livre e recuou pelas pressões
 que recebeu no seu governo. Luiz
 Prequé em seguida, somente
 conseguiu mudar a Feira para onde
 está hoje, para realizar a tradicional
 Festa de Reis, prometendo voltar
 depois da Festa. Nunca mais voltou,
 mas o barulho foi grande,
 principalmente de alguns comerciantes.
 Silas veio depois mas nem cogitou
 mexer nas ruas do Centro. Pelo menos
 revitalizou a Avenida Joaquim Didier.
 Em todos os governos municipais, em
 lugar da retirada das barracas, o que
 se viu foi o aumento delas pelas
 calçadas destinadas ao passeio público,
 até o governo do Dr. Sebastião
 Martiniano que ia mudar tudo ao seu
 jeito. Joaquim Neto, pegou a "deixa".

 Quem está com a razão?
 
Os próprios barraqueiros entendem
 que a Prefeitura está com a razão em
 revitalizar a cidade e liberar as
 calçadas ao passeio público, alargar as
 vias públicas e disciplinar o
 estacionamento. Somente não estão de
 acordo em terem que se retirar sem
 um lugar certo para ficarem. Durante
 as campanhas políticas, todos os
 candidatos a Prefeito fizeram alerta
 das mudanças, mas Joaquim Neto foi
 quem mais se comprometeu com os
 barraqueiros prometendo lugar para
 eles, principalmente no Mercado
 Público (praticamente abandonado).
 E recebeu os votos dos pequenos
 comerciantes. Hoje, a choradeira é
 geral e a maioria já está retirando suas
 instalações, outros estão sem saber o
 que fazer e tem barraqueiro que
 acredita que o prefeito Joaquim Neto
 não vai tirar ninguém à força e vai
 ficando. O prefeito não se manifestou
 ainda, mas o site da Lirex está aberto
 a qualquer manifestação do Poder
 Público.

 O Direito de cada um
 
A discussão dos especialistas em
 direito é quem está com o Direito? No
 caso dos barraqueiros, eles pagam
 impostos cobrados pela Prefeitura e
 portanto funcionam autorizados,
 embora essa autorização seja ilegal.
 Mesmo assim, têm direito a receber
 algum subsídio para se instalarem em
 outro lugar ou pelo menos a Prefeitura
 dar-lhes condições de sobreviverem
 em lugar apropriado. Por seu lado, a
 Prefeitura tem o direito a reivindicar os
 logradouros públicos ocupados além do
 Poder de Polícia (fiscalização com uso
 da força) para retirar as barracas das
 calçadas. O debate vai além dos
 escritório jurídicos, somente restando
 aos comerciantes informais envolvidos,
 o direito a recorrer ao representante
 do Ministério Público e reivindicarem
 contra o uso da força do Poder Público
 ou uma liminar que segure a retirada
 das barracas até o prefeito Joaquim
 Neto encontrar um lugar para
 colocação dos pais de família
 prejudicados.

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